Dia Internacional da Mulher: não é sobre o “sexo frágil”, é sobre ser forte todos os dias

Adicionado em 28 abr, 2021

Que sexo frágil, que nada! O Dia Internacional da Mulher nos lembra que as mulheres estão cada dia mais fortes e empoderadas. Mas em que momento as mulheres “arregaçaram as mangas” e começaram a lutar por igualdade de gênero e por seu espaço na sociedade?

O “primeiro” Dia Internacional da Mulher

Traçando uma linha do tempo, historiadores acreditam que o primeiro “Dia das Mulheres” ocorreu em 26 de fevereiro de 1909. Assim, nessa data, um movimento de 15 mil mulheres marcharam em uma passeata, reivindicando melhores condições de trabalho.

De fato, àquela época, as condições de trabalho para a ala feminina eram ainda piores do que as condições oferecidas aos homens. Na Europa, o movimento pela igualdade de gênero também crescia. Tanto que, em agosto de 1910, a alemã Clara Zetkin fez a proposta de criação de uma jornada de manifestações. Logo, isso ocorreu durante uma reunião da Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas. De acordo com registros, a proposta de Clara Zetkin era de uma jornada anual de manifestações das mulheres, que lutavam em prol da igualdade de direitos. Sendo assim, o primeiro dia internacional da mulher teria sido comemorado em 19 de março de 1911.

dia da mulher

O que mudou para as mulheres de lá para cá

Muitos anos se passaram e as mulheres ainda buscam a igualdade de direitos na sociedade atual. Contudo, é possível afirmar que houve um grande avanço em comparação com duas décadas atrás. Embora ainda existam diversos movimentos, como o que reivindica salários e oportunidades iguais, as mulheres conquistaram sua liberdade, inclusive a sexual. Se antes havia uma certa repressão sobre a sexualidade feminina, hoje elas falam abertamente sobre sexo, prazer, masturbação e até sobre uso de produtos eróticos.

E, de fato, elas são as maiores consumidoras de produtos sex shop – quase 60% das compras online de artigos eróticos são realizadas por mulheres.

As lingeries na vida das mulheres: do primeiro sutiã queimado até a revenda de lingerie

Já que estamos falando de produtos sex shop e lingeries, não podemos deixar de fazer uma interessante análise das lingeries na vida das mulheres. Certamente que a moda íntima sempre teve um papel fundamental na vida das mulheres. Usadas para proteção e para enaltecer a beleza, as lingeries passaram a ter uma “função” política desde o episódio da “Queima dos sutiãs”, em 7 de setembro de 1968, em Atlantic City, nos Estados Unidos.

Esse protesto público contou com a participação de cerca de 400 ativistas e ocorreu em meio a um concurso de beleza. O objetivo das manifestantes, então, era queimar objetos que simbolizavam o padrão de beleza feminina imposto naquele período. Desde o primeiro sutiã queimado, as lingeries acabaram se tornando grandes aliadas das mulheres no campo profissional. Afinal, hoje são milhares de mulheres que escolheram revender lingerie como forma de gerar fonte de renda.

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